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Estágio Curricular na Licenciatura em Computação: relatos de vivências em diferentes níveis e modalidades

Págs.: 200
Edição: 1ª
Formato: 16x23 cm
Idioma: Português
Lançamento: 2017
ISBN: 978858200061-8

Organizasores: Cleitom José Richter, Eduardo Dalcin, Paulo Henrique de Souza Oliveira

Apoio: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus Santo Augusto


Arquivo: PDF com distribuição gratuita (5.6M)

 

 

 

 

Apresentação

Grupo de Pesquisa Tecnologias
Educacionais e Formação de Professores
Licenciatura em Computação / IFFAR
Campus Santo Augusto - RS

O curso de formação dos acadêmicos da Licenciatura em Computação, do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR), Campus Santo Augusto, alinha-se à perspectiva contemporaneamente mobilizada, que concebe o estágio como pesquisa. O estágio curricular, nesse contexto, é entendido como uma atividade que, ao aproximar a realidade, pode possibilitar ao licenciado seu envolvimento, de forma que seja possível analisá-la e questioná-la criticamente, com base nas teorias. O Projeto Pedagógico do Curso (2014), documento que estabelece as diretrizes da formação docente para a Licenciatura em Computação no Campus Santo Augusto, descreve, na Seção 4.6.2, que o estágio curricular: oportunizará ao licenciando a compreensão do processo de ensino e aprendizagem, constituindo-se em um conjunto de aprendizagens decorrente da participação em situações vivenciadas no espaço educativo de modo a assegurar aos licenciandos a necessária articulação entre a teoria e a prática.

De forma mais detalhada, pode-se afirmar que o curso de Licenciatura em Computação, do Campus Santo Augusto, reconhece a importância do estágio para o processo de formação profissional. O estágio curricular é uma atividade em que estudos práticos e teóricos (vice-versa) podem gerar a reflexão, o debate e a crítica, com a finalidade de apontar caminhos para questões marcadas pela problematização oriunda da relação dialética entre teoria e prática, a qual pode ser representada como proposta de estágio enquanto pesquisa.

Tendo em vista a importância do estágio no processo de formação dos alunos da Licenciatura em Computação, a presente pesquisa registrada e contextualizada nesse livro discorre acerca da integração entre a aprendizagem acadêmica e a compreensão da dinâmica das instituições de ensino, as quais podem oferecer aos licenciandos o estabelecimento de relações entre a teoria estudada em sala de aula e a prática de ensino (e o caminho inverso também). O objetivo é promover ações reflexivas provenientes das experiências obtidas nesse contexto, oportunizando a troca de saberes entre professores e alunos-estagiários do curso de Licenciatura em Computação. Entende-se que, dessa forma, são gerados benefícios como o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para a prática docente. Como produto final desta pesquisa, foi elaborado este livro, no formato de vários capítulos, abrangendo práticas em modalidades de ensino em diferentes espaços, a partir do relato e ações reflexivas, promovendo a troca de saberes entre professores e alunos.

No Capítulo 1 – Estágio Curricular Supervisionado de um curso de Licenciatura em Computação: (re)dimensionar os tempos, conquistar espaços e constituir identidades –, os autores tratam da socialização de uma experiência dos professores do colegiado do Curso de Licenciatura em Computação e das suas reflexões quanto à trajetória do Estágio Curricular Supervisionado. Adotaram um estilo de escrita dialógico, numa perspectiva freireana, transgredindo, em partes, algumas formalidades narrativas. Em primeira pessoa do singular escreve a professora Marileia, por ter convidado os colegas Cleitom e Adão para dialogar. Em alguns trechos, ela coloca-se como porta-voz de um coletivo que foi se instituindo em processo de aprendizagem na tarefa de "formar professores", aí escreve no plural. Tal escrita que envolve emoção e rigorosidade científica traz como corpus de análise o conteúdo sobre estágios, que constam nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), desde o primeiro em 2008 até o ano de 2014, em vigência no momento da escrita. A abordagem permitiu visualizar a evolução histórica e conceitual e a constituição de um coletivo engajado, do colegiado e do Núcleo Docente Estruturante (NDE) desde o primeiro Estágio, como um campo de possibilidades, dúvidas e incertezas, até a constituição de espaços institucionais, coletivos, para se pensar e normatizar os estágios.

Já o Capítulo 2 – Formação acadêmico-profissional na licenciatura: a práxis do estágio supervisionado – propõe que a formação docente se concretize diante dos saberes e fazeres da teoria e da prática, sem, no entanto, dicotomizá-las. Os mitos e os desafios, vivências desde o primeiro estágio, são aspectos da profissionalização e do trabalho  docente; constroem os saberes e constituem as identidades dos professores e das professoras da educação básica. O estágio supervisionado é, portanto, espaço e tempo de diálogo recíproco, de ensino e de aprendizagem constantes.  Sua contribuição é muito significativa para a formação acadêmico-profissional do licenciado em Computação.

O título do Capítulo 3 é Dilemas e desafios do estágio supervisionado: relatos de vivências. Aqui as autoras pensam e refletem sobre os diversos dilemas e desafios encontrados no decorrer da realização do Estágio Supervisionado Obrigatório. São implicações que, muitas vezes, estão veladas e transvestidas por outras faces. É importante conhecer e compreender como ocorre o processo de formação docente sobre o aprender a aprender, uma vez que além de aliar a teoria e prática, é preciso que o aluno possa refletir sobre esta proposição; e é só a partir deste ato reflexivo que se evolui cada vez mais em busca da emancipação profissional. Dessa forma, acredita-se que esses novos saberes advindos da prática e que essas trocas realizadas durante este período possam servir de base para a constituição ainda mais sólida do processo de formação da identidade docente.

No Capítulo 4 – O processo formativo de uma acadêmica de Licenciatura em Computação: contribuições e reflexos nas práticas de Estágio Curricular Supervisionado –, as autoras trazem um relato reflexivo do percurso acadêmico de uma licencianda em Computação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha, Campus Santo Augusto/RS. Uma vez que o panorama formativo é composto por várias etapas e experiências, são abordados aspectos centrais desse percurso, tais como encontros de sala de aula, eventos acadêmicos, projetos de extensão, práticas enquanto componente curricular e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). Esse panorama de atividades é detalhado de modo a apontar para o leitor como cada etapa desse processo contribui para uma formação ampla, desafiadora, de qualidade e contínua, com reflexos na vida do sujeito em formação e nas suas práticas.

Os autores do Capítulo 5 – Aplicação de softwares como recurso lúdico de incentivo à leitura nos anos iniciais: (re) contando histórias – afirmam que levar a tecnologia digital para a sala de aula de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, em um contexto de nativos digitais, não é mais fazer a diferença e sim falar a mesma língua de um público que já conhece muitos dos recursos disponíveis. Logo, o desafio do professor é encontrar maneiras de utilizar tais recursos na significação de conhecimentos curriculares e boas práticas sociais, respeitando as individualidades e permitindo-se também aprender no processo. O estágio com turmas nessa etapa, como será mostrado no relato de experiência, exige muita dedicação, planejamento e foco para ser eficaz. Ainda assim, (re)contar histórias foi um projeto que obteve sucesso em seu objetivo, ao aliar um tema gerador e uma tecnologia digital a um conhecimento básico do currículo, exercitando a criatividade e incentivando a leitura.

No Capítulo 6 – Estágios na Licenciatura em Computação: permeando as modalidades de educação profissional e EJA –, buscou-se refletir acerca do papel do estágio na formação docente dos licenciados em Computação do IFFAR. Tal reflexão é conduzida pelo relato das experiências vivenciadas por dois acadêmicos do curso em 2016, o que aconteceu em modalidades de ensino diferentes: educação profissional e educação de jovens e adultos. A ideia também foi ponderar acerca dos processos formativos oportunizados pela Licenciatura em Computação do IFFAR, possibilitando a atuação dos profissionais licenciados em múltiplas áreas da educação.  

O Capítulo 7 – Reflexões sobre a atuação do estagiário de Licenciatura em Computação em diferentes níveis de escolaridade – lembra-nos que o estágio é a fase final de um período acadêmico de intensa aprendizagem, de vivências in loco com situações cotidianas que desafiam o futuro professor a se reinventar mediante ocorrências reais, previstas ou inesperadas. Este tem em suas mãos um grupo de alunos sempre ávidos pela busca ao "novo," sedentos de absorção das instruções proferidas. Inserir o estagiário nessa realidade por si só já o matura. Quando se alia a esta condição uma agregação de experiências em níveis de escolaridade distintos, potencializa-se o egresso, tornando-o mais hábil, flexível e heterogêneo. Os autores buscaram tematizar reflexivamente estas experiências, trazendo-as de forma clara e objetiva à interpretação do leitor.
Já o Capítulo 8 – O papel docente na modalidade de ensino a distância (EAD): relato de trajetórias e experiências –, produzido pelo aluno Claudecir Alves juntamente com o professor Eduardo Dalcin, ilustra o relato da trajetória, desafios e experiências da atuação e formação docente na modalidade de ensino a distância (EaD). A narrativa envolve alunos do Curso de Licenciatura em Computação do IFFAR - Campus Santo Augusto - RS, junto aos cursos técnicos realizados pela instituição, na modalidade a distância.

No Capítulo 9 – Relato de experiências do professor de ensino a distância (EaD): perspectivas e desafios –, os autores destacam as dificuldades e os desafios encontrados durante as atividades nesta modalidade de ensino. As situações vivenciadas pelos docentes em uma sala de aula virtual são únicas. É uma oportunidade àqueles que por tantos motivos não podem frequentar um ensino presencial. A aprendizagem não depende só do professor ou do acesso a materiais de estudo e/ou tecnologias onipresentes. É necessário um ambiente onde o aluno possa criar, interagir e também vivenciar as atividades, onde o mediador deve estar consciente de seu papel, sempre aberto a novas experiências buscando o conhecimento. A capacidade de estimular o interesse do aluno, reforçando sua capacidade crítica e sua autonomia são os agentes fundamentais na construção da identidade, na sua formação e no ato de aprender.

O Capítulo 10 – Interações na educação a distância: relatos de um professor cego – descreve a trajetória do licenciado em computação Danilo Weich, com supervisão do professor Eduardo Dalcin. Parte-se de um relato com as experiências de estágio realizadas na modalidade EaD, sob o olhar de um professor cego. O objetivo foi analisar criticamente a sua prática, destacando, assim, a importância da interação e do diálogo no processo de ensino e aprendizagem.

No Capítulo 11 – Desafios e percepções de alunos da Licenciatura em Computação no estágio com a Educação Especial –, os autores lembram que o estágio supervisionado é o momento de contato com a realidade escolar e suas nuances formativas, quando o estudante pode desafiar-se, percorrer, vislumbrar e confrontar práticas antes teoricamente trabalhadas em sala de aula. A presente seção traz à tona as relações que se estabelecem durante os estágios obrigatórios com as abordagens teóricas desenvolvidas em sala de aula, problematizando a importância dos estágios na formação de professores e na constituição da identidade docente dos professores/estagiários. Tem-se a frente o desafio de desenvolver a prática com a Educação Especial, porém em duas realidades distintas: uma com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), desenvolvido dentro de uma escola de ensino regular; outra com a turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), dentro de uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

O Capítulo 12 – Docência em espaços educativos não formais: conceitos, contextos e possibilidades – consiste em uma reflexão sobre a docência em espaços educativos não escolares, porém com intencionalidade educativa. Primeiramente é apresentada a clarificação e posicionamento com relação a conceitos considerados basilares à reflexão. Posteriormente as questões curriculares são problematizadas a partir de três momentos da atividade docente: preparação para a atuação, prática pedagógica e posterior reflexão do exercício, o movimento da práxis que qualifica a profissionalidade em processo. Em seguida são relatadas algumas experiências classificadas como não formais, com centralidade nos Estágios Curriculares Supervisionados da Licenciatura em Computação do IFFar e em atividades do Serviço Social da Indústria, no intuito de expor as tensões e oportunidades advindas das relações educativas não formais, estas em estreita relação com os condicionantes estruturais que tornam cada contexto único. Por fim, são apontados princípios da educação que nós, educadores, sonhamos. O intuito é de vislumbrar horizontes possíveis de qualificação da docência em formação inicial e continuada na modalidade em estudo.

No capítulo 13 – Estágio Curricular Supervisionado e Prática como Componente Curricular na Licenciatura em Computação: saberes em construção –, os autores tratam da intrínseca relação entre a Prática enquanto Componente Curricular e o Estágio Curricular Supervisionado, construindo uma "espinha dorsal" para a constituição do docente de computação. Cada prática (PeCC e ECS), em sua especificidade, complementa-se na interação com a escola e com os diferentes contextos, articulando conhecimentos de pedagogia, conteúdo e tecnologia.

Por fim, o Capítulo 14 – Representações de atores sociais no relato da prática de estágio da Licenciatura em Computação: um estudo de caso – tem base sistêmico-funcional, da área da linguística aplicada, e diz respeito ao modo como determinados participantes da prática de estágio, do relatório analisado, são discursivamente incluídos ou excluídos do relato das atividades de estágio. Estudos dessa natureza podem contribuir para a produção textual na área da Licenciatura em Computação, uma vez que possibilitam o entendimento do modo como as representações de participantes dessa área são linguisticamente construídas nos textos, e para a Análise Crítica do Discurso, já que evidencia, no discurso, os participantes ideologicamente considerados importantes (os incluídos) e aqueles considerados dispensáveis (os excluídos).

***

A partir de todas as práticas em modalidades de ensino em diferentes espaços, apresentadas ao longo desses catorze capítulos, é possível pensar e refletir sobre os diversos dilemas e desafios encontrados no decorrer da realização do Estágio Supervisionado Obrigatório, implicações estas que muitas vezes estão veladas e transvestidas por outras faces.

É importante conhecer e compreender como ocorre o processo de formação docente sobre o aprender a aprender, uma vez que, além de aliar a teoria e prática, é preciso que o aluno possa refletir sobre esta proposição; e é só a partir deste ato reflexivo que se evolui cada vez mais em busca da emancipação profissional. Assim, acredita-se que esses novos saberes advindos da prática da pesquisa e que essas trocas realizadas durante este período podem servir de base para a constituição ainda mais sólida do processo de formação da identidade docente.
Tenham uma boa leitura!

 

Sumário

Apresentação / 7

Capítulo 1 – Estágio Curricular Supervisionado de um curso de Licenciatura em Computação: (re)dimensionar os tempos, conquistar espaços e constituir identidades
(Marileia Gollo de Moraes, Adão Caron Cambraia, Cleitom Richter) / 15

Capítulo 2 – Formação acadêmico-profissional na licenciatura: a práxis do estágio supervisionado
(Márcia Adriana Rosmann, Vagner Lean dos Reis, Jéssica A. C. Sicheski) / 27

Capítulo 3 – Dilemas e desafios do estágio supervisionado: relatos de vivências
(Andreia dos Santos Dias, Jaqueline Bertolo, Paola Rafaela Pizoni) / 39

Capítulo 4 – O processo formativo de uma acadêmica de Licenciatura em Computação: contribuições e reflexos nas práticas de Estágio Curricular Supervisionado
(Daiane Portela Aguiar Moura, Márcia Fink, Stéphane Rodrigues Dias) / 51

Capítulo 5 – Aplicação de softwares como recurso lúdico de incentivo à leitura nos anos iniciais: (re)contando histórias
(Paulo Henrique de Souza Oliveira, Denise Raquel Zwirtes, Mariana Krampe) / 65

Capítulo 6 – Estágios na Licenciatura em Computação: permeando as modalidades de educação profissional e EJA
(Cleitom José Richter, Renan Zimermann, Jeferson Rodrigo Boelter) / 77

Capítulo 7 – Reflexões sobre a atuação do estagiário de Licenciatura em Computação em diferentes níveis de escolaridade
(Renira Carla Soares, Giovani Felipe Jahn, Anderson José Lauer) / 93

Capítulo 8 – O papel docente na modalidade de ensino a distância (EAD): relato de trajetórias e experiências
(Claudecir Alves, Eduardo Dalcin) / 107

Capítulo 9 – Relato de experiências do professor de ensino a distância (EAD): perspectivas e desafios
(Elizete da Rosa Ribeiro, Sergio Reni Tiecher) / 121

Capítulo 10 – Interações na educação a distância: relatos de um professor cego
(Danilo Weich, Eduardo Dalcin) / 131

Capítulo 11 – Desafios e percepções de alunos da Licenciatura em Computação no estágio com a Educação Especial
(Midiã Sarai Lima Moura, Ana Paula de Oliveira Schmädecke, Juliani Natalia dos Santos) / 141

Capítulo 12 – Docência em espaços educativos não formais: conceitos, contextos e possibilidades
(Leonardo Matheus Pagani Benvenutti, Paola Rafaela Pizoni) / 151

Capítulo 13 – Estágio curricular supervisionado e prática como componente curricular na Licenciatura em Computação:
saberes em construção
(Adão Caron Cambraia, Henriqueta Alves) / 165

Capítulo 14 – Representações de atores sociais no relato da prática de estágio da Licencitura em Computação: um estudo de caso
(Jane Aparecida Florêncio) / 181

Indicação de livros sobre experiências docentes / 197


 
 

 

   
   
      


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